Meio Ambiente propõe proteção da Mata Atlântica em Minas Gerais

Os primeiros termos de parceria do projeto para fortalecer os conselhos municipais de meio ambiente, por meio dos Planos de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, em Minas Gerais, foram assinados, oficialmente, nesta terça-feira (26/3), durante audiência pública da Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O documento foi assinado pela representante da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Mariana Gianiaki, e os prefeitos de Teófilo Otoni, Daniel Batista Sucupira, e de Curral de Dentro, Sebastião Alves dos Santos.

Conforme dados do Ministério do Meio Ambiente, a área de ocorrência da Mata Atlântica no Brasil abriga mais de 145 milhões de pessoas, incluindo os maiores centros urbanos e econômicos do país, nos quais 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional é gerado. Originalmente com 1.309.736 km², a vegetação nativa remanescente ocupa hoje apenas 29% da área original e se encontra extremamente alterada e fragmentada.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira, destaca a importância do bioma e a necessidade de aumentar as ações concretas para sua proteção. “O histórico é triste, mas a tendência se inverteu no ano passado, com a redução de 58% no desmatamento, o que representa 3 mil hectares de área, o equivalente ao Parque Estadual da Serra do Rola-Moça”, afirmou.

O secretário observou que Minas Gerais vem reduzindo os índices de desmatamento, progressivamente, nos últimos anos e o resultado de 2018 foi o melhor em 32 anos. “Os fatores que permitiram a melhora são uma fiscalização mais inteligente, o emprego de novas tecnologias como drones, aplicação mais eficiente das multas, a elaboração dos planos anuais de fiscalização construídos, entre outros”, enumera.

Para ele, os municípios mineiros são a estrutura governamental mais próxima do cidadão. “Para formatar uma política ambiental sólida é necessário que o município tenha uma secretaria estruturada, juntamente com um conselho atuante”, avalia.

O diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Antônio Malard, observa que a maioria das cidades na área de abrangência do bioma Mata Atlântica são pequenos, com menos de 20 mil habitantes e que terão o apoio do instituto na elaboração dos seus planos. “A junção dos esforços com os municípios fortalecerá a iniciativa”, explica.

Plano piloto

Teófilo Otoni foi o primeiro município a aprovar o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), em consonância com Lei 11.428, de 2006.

O bioma, que é formado por florestas e ecossistemas associados, se estende ao longo de 17 estados da costa brasileira, pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O plano de Curral de Dentro está em fase de conclusão e será submetido, em julho, ao Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema).

O plano piloto foi construído coletivamente por técnicos do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), passando pela aprovação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (Codema), em junho de 2016.

Nordeste

A analista ambiental do IEF que atua na região Nordeste de Minas Gerais, Janaina Mendonça, explica que o trabalho do instituto, no Nordeste do estado, já envolve 45 propriedades que estão em processo de recuperação florestal.

Ela apresentou algumas ações que estão sendo desenvolvidas pelo Governo de Minas Gerais na preservação da Mata Atlântica. A área possui importantes remanescentes florestais do bioma e é historicamente pressionada pelo uso e ocupação desordenada.

Nos últimos anos, municípios dessa região estiveram entre os que mais desmataram, segundo o “Atlas dos Municípios da Mata Atlântica”, divulgado anualmente pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Por outro lado, a região abriga muitos fragmentos do bioma maiores de 100 hectares e uma das maiores unidades de conservação de Minas, a Área de Proteção Ambiental Alto Mucuri, com cerca de 325 mil hectares.

Janaina Mendonça destaca que a Unidade Regional de Florestas e Biodiversidade (URFBio) do IEF desenvolve ações de reflorestamento que observam ainda a escassez hídrica, que é um problema da região. “Em 2017, todos os municípios do Norte e Nordeste mineiro decretaram emergência em função da falta de chuvas e a região também é muito vulnerável às mudanças climáticas”, explica.

O trabalho do IEF na região Nordeste envolve 45 propriedades em processo de recuperação florestal. A analista ambiental explica, ainda, que, na região, a construção dos PMMAs teve início em 2016 com apoio do IEF e do Projeto de Projeto de Proteção da Mata Atlântica em Minas Gerais (Promata) Fase II.

Com o lema “Mata Atlântica, a gema mais preciosa de Teófilo Otoni”, o Plano Municipal do município do Nordeste mineiro definiu em mapas as áreas prioritárias para conservação do bioma na cidade. O plano de ação inclui o mapeamento das cadeias produtivas, o resgate e o fortalecimento de festas tradicionais da cidade e a criação de um plano de saneamento básico para o município. “O PMMA foi aprovado em 2016 e, desde então temos buscado implementar as ações e divulgá-las para a sociedade”, diz Janaina.

Projeto

A Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU), estará nos 17 estados que abrangem o bioma da Mata Atlântica, levando conhecimento e mobilização para a implementação da Lei da Mata Atlântica nos municípios.

A consultora da Anamma, Mariana Gianiak, explica que o projeto “Fortalecendo os Conselhos Municipais de Meio Ambiente por meio dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica” tem dois componentes. O primeiro é de capacitação, com o oferecimento de um curso online e gratuito, que será realizado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O segundo componente traz a Consulta Pública de Percepção Ambiental, uma ferramenta incorporada ao processo do PMMA por meio de uma parceria da SOS Mata Atlântica e do Instituto Paulo Montenegro.

O projeto oferece apoio às prefeituras para elaboração do PMMA, com um curso online gratuito, e deverá acompanhar aproximadamente 15 municípios para que sejam disseminadores da inciativa em seus estados.

Serão promovidos 17 encontros nas Assembleias Legislativas de cada estado, com apoio das Frentes Parlamentares Ambientalistas, para o lançamento do Projeto e a integração dos poderes Executivo e Legislativo, Ministério Público, ONGs e parceiros.

As informações sobre o projeto da Anamma estão disponíveis no endereço eletrônico www.pnma.etc.br.

Fonte: Agência Minas

Simone anuncia doação de mais um terreno e um veículo para o Sevor

A prefeita de João Monlevade, Simone Carvalho Moreira, anunciou, na última sexta-feira, dia 22, a cessão de uso de mais um terreno e a doação de mais um veículo para o Sevor (Serviço Voluntário de Resgate). O anúncio foi feito durante a inauguração da sede da entidade.

Conforme a prefeita, o projeto de lei de direito real de uso de novo terreno, ao lado da nova sede da entidade, já está em tramitação da câmara, tendo sido votado e aprovado em 1º turno. Esse local será utilizado pela entidade para a construção de um centro de treinamento. Ao todo, com a área inaugurada, as duas concessões totalizam 843,57m², localizadas em um ponto estratégico para as operações de resgate, na Avenida Alberto Lima, no bairro Sion.

Simone Moreira também afirmou que, até o mês de abril, vai entregar um veículo novo para o Sevor. Essa doação está sendo intermediada pelo deputado estadual Tito Torres.

Em seu pronunciamento, a prefeita destacou os mais de 23 mil atendimentos feitos pelo Sevor, em 18 anos de existência, e a dedicação dos voluntários. “Parabenizo e agradeço ao Sevor pelo trabalho realizado. Reafirmamos o nosso compromisso para com essa entidade, que tem a nobre missão de aliviar sofrimentos e salvar vidas”, afirmou Simone.

Além da cessão de uso dos terrenos, o município oferece aos Sevor 600 litros de combustível por mês, medicamentos disponíveis na rede pública e a cessão de uma ambulância.

Fonte: PMJM

ONU pede mais ambição de governos e sociedade para combate à mudança climática

“Ainda não estamos ganhando a guerra contra a mudança climática, porque os compromissos atuais não são suficientes para cumprir com as metas do Acordo de Paris”. A afirmação é do secretário-geral da ONU, António Guterres, que participou ontem da conferência One Planet (Um Só Planeta), em Paris. A informação é da ONU News.

Ele pediu mais ambição dos governos, da sociedade civil, do setor privado e do setor financeiro para o combate às mudanças climáticas. E fez um apelo aos países mais ricos, para que honrem os compromissos do tratado do clima e ajudem a angariar US$ 100 bilhões por ano para que as nações em desenvolvimento consigam se adaptar às mudanças climáticas.

O chefe da ONU lembrou que o Acordo de Paris criou a base para uma “ação ambiciosa”, mas todos os dias, em todas as regiões, ocorrem desastres relacionados ao clima, como “tempestades, enchentes, secas e incêndios”. Segundo Guterres, o nível na atmosfera de dióxido de carbono é o mais alto já alcançado em 800 mil anos. E neste ano de 2017 houve o primeiro aumento das emissões de CO2 dos últimos três anos.

O secretário-geral afirmou ainda que os últimos cinco anos foram os mais quentes já registrados. Por esses motivos, o mundo está, segundo ele, em “uma guerra pela existência da vida no planeta, mas existem aliados importantes – a ciência e a tecnologia”.

‘Negócios verdes são negócios bons’

Guterres explicou que a ciência já havia previsto o que está acontecendo agora e que o progresso tecnológico já provou ser falsa a afirmação de que combater a mudança climática é uma ameaça à economia.

Ele falou sobre ações que já estão sendo tomadas por agentes financeiros globais e empresas privadas, como companhias de petróleo e de gás, para melhorar a situação. Na avaliação do secretário-geral, “negócios verdes são bons negócios” e por isso, “o futuro será cinza para quem não apostar na economia verde”.

Guterres lembrou que essa é uma responsabilidade coletiva, sendo o setor privado parte central da solução. A conferência One Planet, que teve como anfitrião maior o presidente francês Emmanuel Macron, marcou os dois anos da assinatura do Acordo de Paris e reuniu, na capital francesa, líderes de vários países e dos setores financeiros públicos e privados.

Fonte: Agência Brasil

Mais de 1,1 mil cidades estão em alerta para dengue, zika e chikungunya

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (28) o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRa). O indicador aponta que 357 cidades estão em situação de risco para a ocorrência de dengue, zika e chikungunya, pois nelas mais de 9% dos imóveis visitados continham larvas do mosquito. Já 1.139 municípios estão em situação de alerta. Isso significa que entre 1% e 3,9% dos imóveis locais tinham larvas. E 2.450 municípios foram classificados como satisfatórios por apresentarem percentual menor de 1% para presença de larvas.

O LIRa analisou dados de 3.946 cidades, entre o início de outubro e a primeira quinzena de novembro. O número é considerado recorde e decorre da resolução da Comissão Tripartite, que tornou obrigatória, no início deste ano, a disponibilização das informações.

Cerca de 1.600 municípios não realizaram ou não informaram o índice de infestação. Caso isso não seja feito até o dia 14 de dezembro, quando será publicado o relatório final, as cidades serão apenadas com a suspensão da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, conforme pactuado na comissão.

Regiões

Em relação às regiões, o Nordeste foi a que registrou o maior número de municípios em situação de alerta: 41% dos que enviaram as informações. Depois vem o Norte (40,4%), Centro-Oeste (20,1%), Sudeste (19,32%) e Sul (13,66%). No Centro-Oeste e no Nordeste, o maior número de focos foi registrado em depósitos de armazenamento de água, como em toneis e barris. O ministério aponta que a questão da força as famílias a armazenarem água. De acordo com o ministro, Ricardo Barros, equipes estão em campo para informar a população sobre como fazer o armazenamento, sem gerar criadouros do aedes.

Brasília - O ministro da Saúde, Ricardo Barros apresenta os dados do Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) e a nova campanha de combate ao mosquito (Valter Campanato/Agência Brasil)
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresenta campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti no verão Valter Campanato/Agência Brasil

Capitais

Em relação às capitais, estão em situação satisfatória Macapá, Fortaleza, Goiânia, Belo Horizonte, João Pessoa, Teresina, Curitiba, Rio de Janeiro e Palmas. As que estão em alerta são: Maceió, Manaus, Salvador, Vitória, Recife, Natal, Porto Velho, Aracaju e São Luís. As demais, inclusive a capital federal, Brasília, ainda não enviaram as informações.

Mobilização da sociedade

Para que os alertas não se transformem em problemas reais, sobretudo ao longo do verão que se aproxima, o ministro Ricardo Barros convocou a população a cooperar. “Trata-se de mobilização e só se resolve o combate ao mosquito se cada um assumir a sua responsabilidade. Não há força pública capaz de eliminar todos os focos. A sociedade tem que assumir a responsabilidade e fazer o seu trabalho”, afirmou.

Ele alertou que “nós estamos convocando a população para cuidar da eliminação dos focos e incorporar a sexta-feira sem mosquito”, dedicando parte deste dia ao combate. “O ciclo de vida do mosquito é de uma semana. Se nós trabalharmos com determinação, nós vamos reduzir o número de mosquitos e a infestação”, acrescentou.

Para estimular o combate ao Aedes aegypti, o Ministério da Saúde apresentou nova campanha de prevenção e combate ao mosquito, intitulada “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você”. As peças apresentam histórias reais de pessoas que sofreram com as doenças e começarão a ser veiculadas em dezembro. A iniciativa demandou investimento de R$ 18 milhões.

Além das ações de sensibilização, a pasta fez investimentos na ordem de R$ 17,6 milhões para a aquisição de 250 veículos com fumacê e 650 equipamentos de nebulização de inseticidas. Eles despejarão os larvicidas pyriproxyfen e malathion. A compra deste último foi suspensa, pois, segundo o órgão, há estoque suficiente para abastecer o país em 2017 e 2018.

O malathion é um inseticida autorizado para uso no Brasil, mas pode causar efeitos cancerígenos conforme organizações, como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Questionado sobre o uso da substância, o ministro disse que ela é segura, mas ressaltou que tem compromisso com outras estratégias que tenham como foco a promoção da saúde, como saneamento, e defendeu o estímulo a novas formas de combate. “Nós eliminamos a última compra e vamos iniciar esse incentivo para as novas tecnologias terem espaço para se desenvolver”, apontou.

Menor ocorrência de doenças

O diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT), Márcio Garcia, avaliou que a mobilização da população tem gerado conquistas. Ele apresentou dados que apontam taxas expressivas de diminuição. No caso da dengue, entre 2016 e a primeira quinzena de 2017, houve queda de 83,7%. A taxa média é de 116 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Neste quesito, o Centro-Oeste preocupa, pois registra 476 casos. Houve redução de 73% dos casos graves de dengue e de 82,4% de mortes.

O cenário da chikungunya também não é o mesmo. O número de casos caiu 32%. No Nordeste, ainda é alta a incidência. A região concentra 76% de todas as ocorrências contabilizadas pelo órgão.
A zika também tem afetado menos a população, o que, segundo Garcia, corrobora com a possibilidade de se encerrar a situação de emergência decretada no início de 2016. Houve queda de 92,1%, entre 2016 e 2017.

Devido à grande incidência nos anos anteriores e ao desenvolvimento de microcefalia, cerca de 3 mil crianças acometidas pela doença têm recebido Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para que elas recebam estímulos precocemente, foram instalados centros de reabilitação e qualificados profissionais em todo o Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Ministro do STJ mantém prisão de Joesley e Wesley Batista

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogério Schietti Cruz negou hoje (31) pedido de liberdade feito pela defesa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F. Os dois estão presos preventivamente por uma decisão da Justiça Federal em São Paulo.

No processo, os acusados respondem pelo crime de insider trading (informação privilegiada), sob a suspeita de usarem informações obtidas por meio de seus acordos de delação premiada para venderem e comprarem ações da JBS no mercado financeiro.

Na decisão, o ministro entendeu que a prisão preventiva dos acusados é necessária para assegurar o prosseguimento das investigações. Segundo Schietti, mesmo assinando acordo de delação premiada, Joesley e Wesley continuaram a praticas atividades ilícitas.

Além do processo sobre a venda das ações, Joesley tem outro mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em setembro, a prisão por tempo indeterminado foi requerida pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a anulação da imunidade penal que foi concedida por ele. O procurador concluiu que Joesley omitiu informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada.

Fonte: Agência Brasil

Ministério da Educação quer colocar auxiliares em sala de aula para melhorar alfabetização

Para reverter o quadro de estagnação na alfabetização de alunos, o Ministério da Educação anunciou nesta quarta-feira algumas medidas que constarão na Política Nacional de Alfabetização.

Entre as medidas, assistentes passarão a trabalhar em conjunto com os professores titulares em sala de aula para ajudar na alfabetização dos alunos. No Brasil, existem cerca de 200 mil turmas de 1° e 2° anos do ensino fundamental.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a política representará um conjunto de iniciativas que envolverá a Base Nacional Comum Curricular, a formação de professores, o protagonismo das redes e o Programa Nacional do Livro Didático.

Por meio da política, será criado também o Programa Mais Alfabetização, com o intuito de atender, a partir de 2018, 4,6 milhões de alunos.

“A ideia é dar liberdade às redes [de ensino local] para que definam quem será esse professor auxiliar, podendo ele estar ou não na própria rede de ensino. Ele poderá ser de fora ou mesmo poderá ser um aluno concluinte que faça residência pedagógica. Estamos abrindo um conjunto de possibilidades para que esse professor assistente possa ajudar o professor na tarefa de alfabetização”, disse a ministra substituta da Educação, Maria Helena Guimarães.

Ela explica que o material didático a ser adotado também ficará a cargo das próprias escolas, uma vez que as unidades têm melhores condições de identificar o perfil adequado para atingir os objetivos de alfabetização.

Perguntada sobre quando devem surtir os primeiros resultados da política, a ministra disse que “não existe curto prazo em educação”. “Tudo é a médio longo prazo. Por isso vamos trabalhar junto com os estados e municípios para estabelecer uma política de continuidade”.

O secretário de Educação Básica, Rossieli Soares da Silva, informou ainda que a política visa ainda facilitar o acesso de professores a cursos de mestrado.

Estagnação

Dados divulgados nesta quarta pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam que a alfabetização estagnou entre 2014 e 2016. Para tentar reverter esse quadro, o Ministério da Educação apresentou medidas da Política Nacional de Alfabetização.

Mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente de leitura e em matemática para a idade, ou seja dificuldade em interpretar um texto e fazer contas.

Fonte: Itatiaia

Artista Angela-Lago morre aos 71 anos

Uma das mais importantes ilustradoras e autoras de livros infantis do país, mineira revolucionou a linguagem do gênero

A escritora e ilustradora Angela-Lago, de 71 anos, morreu na madrugada deste domingo, vítima de uma embolia pulmonar. Autora de mais de 30 livros, premiada no Brasil e no exterior, a artista criou um universo próprio e singular e deu nova dimensão à literatura infantil brasileira. Angela-Lago vivia atualmente em um sítio em Jaboticatubas.

Nascida em Belo Horizonte, formou-se na Escola de Serviço Social da PUC-MG. Viveu nos Estados Unidos, na Venezuala e na Escócia. De volta ao Brasil, em 1975, dedica-se à literatura infantil. Seus livros trazem uma linguagem inovadora, mesclando referências das artes plásticas contemporâneas à tradição popular brasileira, além de textos poéticos.

A obra de Angela-Lago se destaca pela delicada articulação entre imagem e texto, criando sentidos que superam a mera ilustração. Lançou seus primeiros livros em 1980 e sua produção é bastante vasta, explorando diferentes recursos gráficos de espaço e tempo de maneira inovadora.

Foi também pioneira no uso das narrativas na internet e atuou como tradutora. Colaborou com inúmeros escritores e artistas mineiros, ilustrando e fazendo parcerias em publicações. Em 2016, lançou um livro de poemas – ‘O caderno do jardineiro’ – com imagens de plantas e fruto de sua vivência em Biribiri, distrito de Diamantina, onde morou.

O escritor Afonso Borges, idealizador do Sempre um papo, lametou a partida da escritora e afirmou que ela seria homenageada na próxima edição da Fliaraxá, que acontece de 15 a 19 de novembro em Araxá. Não o foi devido a um acidente doméstico, mas era o nome previsto para a edição do ano que vem. “Domingo com cigarras cantando, antes do meio dia. Os antigos dizem que isso é anúncio de temporada de chuva muita. Mas o canto das cigarras chega com outro anúncio: Angela-Lago ficou encantada”, escreveu em seu perfil do Facebook.

O velório será realizado na Santa Casa de Belo Horizonte neste domingo, a partir das 13h.

Fonte: Uai

Feriado prolongado terá 800 policiais, 23 radares e 230 bafômetros nas BRs de Minas

Objetivo é evitar ações com alto potencial de causar acidentes, como excesso de velocidade, ultrapassagem proibida e mistura de bebida alcoólica e direção

A Polícia Rodoviária Federal informou que uma operação especial de fiscalização e patrulhamento será montada nas estradas mineiras durante o feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida, comemorado nesta quinta-feira, 12 de outubro.  Cerca de 800 policiais vão atuar com 23 radares móveis e 230 bafômetros.

Os principais objetivos são inibir ações com alto potencial de causar acidentes com mortes, como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas e a mistura de bebida e direção. De acordo com a corporação, a operação já começa a partir de 0h de amanhã e vai até  23h59 do próximo domingo, 15.

Além do reforço no policiamento, a corporação pretende usar a tática de posicionamento estratégico de viaturas nas estradas em regiões conhecidas pela incidência de acidentes e de infrações graves de trânsito.
No período da operação, como já é de costume, a PRF restringe a circulação de alguns tipos de veículos, como cegonheiras carregadas, bitrens, rodotrens e treminhões em rodovias federais de pistas simples. As restrições serão nos seguintes horários: quinta-feira, 12/10, de 6h às 12h e domingo, 15/10, de 16h às 22h.
O motorista que descumprir a restrição imposta pela PRF será multado em R$130,16, vai receber quatro pontos na carteira de habilitação e terá o veículo retido.
A PRF ressalta que nas estradas é obrigatório o uso de faróis baixos ligados durante o dia, os motoristas devem respeitar a velocidade máxima estabelecida, usar os cintos de segurança e ultrapassar apenas em locais permitidos, sempre utilizando a pista da esquerda.

Fonte: Estado de Minas

Prefeitura de João Monlevade adere à campanha do Outubro Rosa

Tendo pela primeira vez uma mulher à frente do Executivo Municipal, incentivados pela prefeita Simone Carvalho Moreira (PSDB), vários setores da Prefeitura de João Monlevade aderiram à campanha do Outubro Rosa. Diversos servidores e servidoras municipais passaram a usar um lacinho rosa (símbolo da ação), e prédios como oda sede do Executivo, do DAE e das secretarias de Saúde, Assistência Social, Educação e Esportes foram ornamentados com laços e outros ornamentos na cor rosa.

O objetivo da campanha é conscientizar sobre a prevenção ao câncer de mama, além de reforçar a atenção à saúde da mulher.

A Prefeitura de João Monlevade e vários parceiros se reúnem para comemorar o Outubro Rosa. As instituições preparam um grande evento para o dia 27 de outubro. Estão programadas apresentações artísticas, vacinação, testes rápidos para diagnóstico de doenças infectocontagiosas, orientações e atenção à saúde da mulher. O Outubro Rosa é um movimento mundial que visa chamar atenção para o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama.

Integram a organização do evento a Fundação Casa de Cultura, a Secretaria Municipal de Saúde, a Associação Por Amor, AMA, CODEM, Lions Clube João Monlevade Centro, Clínica Santa Bárbara, Clínica Bem Estar, Rover, Centro Educacional Roberto Porto (CERP), Shirley Malta e Yuri Drumond.

O evento irá ocorrer no dia 27 de outubro, sexta-feira, às 14h, na Praça do Povo.

Corrida e Caminhada da Apae acontece na manhã do próximo domingo

A Apae (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) realiza na manhã do próximo domingo, 1º, a 3ª Corrida Rústica e a Caminhada da Inclusão, na avenida Gentil Bicalho, bairro JK. O Settran (Setor de Trânsito e Transportes) divulgou que o trecho compreendido entre a esquina da Rua Maria Antônia Cota até a esquina da Rua Juventino Alves Caldeira ficará interditado, enquanto durar o evento.

Fonte: PMJM